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abrasivo on the rocks

sporting, o clube da formação

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E foi aqui que Varandas incrédulo e debruçado sobre o placard exclamou cu(três pontinhos)medido(dois pontos)

Porra (ponto de exclamação)

O que anda ainda a fazer aqui este puto (ponto de exclamação seguido de ponto de interrogação, ou versa-vice)

E decidiu:

Segunda-feira, pela fresquinha, por causa do calor, apanhas uma boleia (dirigindo-se a Thierry Correia, ainda com os cabelos de pé) e vais de borla para Valência (ponto final sem direito a mais mais)

 

publicado às 14:09

RECEITA DOS CANNELLONI QUE DEUS GOSTARIA DE PROVAR

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Pique, ou mande picar no talho, só uma vez, 250 gramas de carne de vaca (agulha da pá, ou cachaço) e 250 gramas de carne de porco (do cachaço, de preferência).

Numa panela, deite 1 colher de sopa de azeite, 3 colheres de sopa de manteiga, 100 gramas de cebolas, picadas, 50 gramas de bacon, picado, e leve a lume médio. Cozinhe, mexendo de vez em quando, até a cebola ficar translúcida; adicione 80 gramas de aipo (o talo) e 100 gramas de cenouras, tudo picado. Cozinhe por cerca de 2 minutos, mexendo os legumes.

Adicione as carnes picadas, e tempere com sal e pimenta preta moída na hora. Separe a carne com a colher de pau, mexa e remexa até que toda a carne fique solta e perca a cor vermelha.

Junte 2,5 dl de leite gordo e deixe cozinhar suavemente, mexendo com frequência, até começar a borbulhar. Rale um pouco de noz-moscada, e mexa.

Adicione 2,5 dl de vinho branco seco, deixe ferver durante 2 minutos, acrescente 400 gramas de tomate italiano pelado e mexa para misturar bem.

Quando recomeçar a levantar fervura, baixe o lume para que o molho cozinhe lentamente, com apenas uma bolha intermitente a aparecer à superfície. Deixe cozinhar, sem tapar, por cerca de 3 horas, mexendo de vez em quando (no final, não deve haver vestígios de água e a gordura deve separar-se do molho).

Rectifique os temperos.

Entretanto, prepare o molho de tomate.

Num tacho, leve ao lume 3 cebolas médias cortadas em pedaços, com cerca de 1,5 dl de azeite virgem. Tire a pele e as sementes (retire as sementes para um coador, para poder aproveitar o sumo) a 1,5 kg de tomate em rama bem maduro e deite no tacho. Junte o sumo do tomate coado, 1 folha de louro, 1 ramo de salsa (atado, para ser mais fácil de retirar), 6 dentes de alho inteiros (espetados em 2 palitos), 20 gramas de manjericão fresco (também atado), rama do tomate, uma pitada de açúcar mascavado, 6 grãos de pimenta preta e sal.

Tape e deixe cozer em lume brando durante cerca de 45 minutos.

Leve ao lume um tacho com um pouco de água. Quando começar a ferver, introduza 1 molho de espinafres.

Logo que recomece a ferver, retire os espinafres e passe-os por água fria. Escorra-os. Esprema-os com as mãos e pique-os grosseiramente.

Numa caçarola, derreta 40 gramas de manteiga sem sal. Adicione 40 gramas de farinha e mexa muito bem. Depois, vá adicionando 3 dl de leite e, mexendo sempre, deixe cozer a farinha até obter um molho bechamel espesso. Tempere com sal, pimenta preta moída na hora e noz-moscada acabada de ralar. Junte 2 colheres de sopa de queijo parmesão, acabado de ralar. Mexa e retire do lume.

Leve uma panela ao lume com bastante água. Quando ferver em cachão, junte 20 cannelloni, desses que se encontram à venda (mas pode fazê-los em casa, se quiser dar-se a esse luxo), e deixe cozer durante 2 minutos.

Passe-os por água fria para não colarem e escorra-os.

Fora do lume, junte o molho de carne, os espinafres picados e o molho bechamel. Misture tudo e rectifique de temperos.

Unte um tabuleiro com manteiga.

Encha um a um os cannelloni com o recheio e coloque-os no tabuleiro, lado a lado.

Depois de cozidos os tomates, retire a folha de louro, o ramo de salsa, o manjericão, a rama de tomate e os dentes de alho, e desfaça tudo muito bem com o triturador.

Verifique os temperos e deite o molho sobre os cannelloni.

Polvilhe com queijo parmesão, ralado na hora, e leve a gratinar a forno previamente aquecido a 220° Celsius, durante cerca de 20 minutos.

Sirva, e já no prato rale mais um pouco de queijo parmesão.

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Acompanhe com um bom vinho tinto e não tenha pressa de chegar ao fim. Os meus irmãos deixaram de comer cannelloni nos restaurantes.

publicado às 09:10

A GRANDE AMEAÇA DE MÁRIO NOGUEIRA

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Se nenhuma das propostas para a contagem de todo o tempo de serviço for aprovada, «a volta a Portugal vai ter escrito nas estradas não é Viva Gamito, é 9A 4M 2D», ameaça Mário Nogueira.

O pelotão já treme, as bicicletas já começaram a tombar, e por todo o corpo de António Costa corre em golfadas um suor frio de sangue.

 

Tudo isto é caricato. Em maré de eleições, quatro partidos decidem aprovar «a contagem de tempo em que se verificou o congelamento e no qual não houve qualquer valorização remuneratória». Aprovam a contagem, mas com cêntimos para a direita e cêntimos para a esquerda não dizem como vão pagar. Mário Nogueira canta vitória. António Costa ameaça demitir-se. Os dois partidos da oposição dão o dito por não dito. Melhor, dizem que aprovam a contagem se o Estado nunca tiver de a pagar. Mas Mário Nogueira não desiste. E insiste: Se pagam, ou não, é-me indiferente. Se não aprovarem a contagem, os professores deixam de dar aulas e vão dedicar-se às pichagens por tudo o que é parede, muro ou estrada deste Portugal. Vai ser uma desgraça, que só vista.

 

Tudo isto é caricato e é irreal. Como é irreal o ponto de partida. Nunca houve congelamento da contagem do tempo. Esse tempo nunca existiu. Foi isso que os governos de Sócrates, em 2005, 2006 e 2010, de Passos Coelho, em Dezembro de 2011, 2012, 2013 e 2014, e de António Costa, em Dezembro de 2015 e 2016, decidiram: «O tempo de serviço prestado [durante a vigência das leis que fizeram aprovar] não é contado para efeitos de promoção e progressão». NÃO É CONTADO. Ninguém congelou o tempo. Em 2005, o Henrique Tenreiro já nem era vivo para o mandar congelar. Estou a falar do peixe, claro.

 

Já repararam que tudo isto começou no já longínquo ano de 2005? O ano em que, por causa de doença, Gamito, agora trazido ao baile pelo grande líder, já tinha arrumado a bicicleta? O tempo não foi congelado. Congelado deve ter sido o Mário Nogueira.

 

Em tempos que já lá vão há muito, o meu camarada Jesus, não tem nada que ver nem com JC nem com JJ, quando a reforma agrária já era menos do que uma miragem, dizia-me que ainda havia de ver a malta do PC, em plena praça dos Restauradores, andar à volta de um vaso de flores e a gritar: «Viva a Reforma Agrária». Desconfio que, algures no ano 3005, ainda hei-de ver Mário Nogueira de pistola em riste, nas estradas que levam até à Torre, a pichar: «Força Agostinho.» O Joaquim. Já esquecido que tudo tinha começado com 9A 4M e 2D.

publicado às 14:06

BOLO CHIFFON DE CHOCOLATE

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Para uma tigela, peneirei 220 gramas de farinha sem fermento, 350 gramas de açúcar amarelo e 3 colheres de chá de fermento em pó. Ralei 80 gramas de chocolate preto para culinária (Lindt, 70 por cento de cacau).

Misturei tudo e fiz uma cova no centro. Aí, deitei 125 ml de óleo, 8 gemas, de ovos médios, e 2 dl de água. Bati tudo com a ajuda de uma batedeira eléctrica, durante cerca de 15 minutos, até obter uma mistura cremosa.

Numa tigela maior, juntei às 8 claras uma pitada de sal grosso. Bati manualmente com o batedor de varas até principiarem a ficar espumosas. Polvilhei com o cremor tártaro e continuei a bater até obter um castelo bem firme (não tenha medo de bater de mais. Antes de mais que de menos).

Por sobre as claras batidas (nunca ao contrário) deitei a massa. Envolvi tudo delicadamente com a ajuda de uma espátula. Em movimentos circulares de cima para baixo. Sem bater.

Deitei a massa de chocolate numa forma redonda de alumínio com 28 centímetros de diâmetro e 10 centímetros de altura (não unte a forma. Utilize a forma seca e limpa).

Levei a cozer em forno previamente aquecido a 160° C (demorará entre 55 e 60 minutos a cozer. Depende do forno. Não abra o forno durante a cozedura. No fim, poderá confirmar que está cozido calcando ligeiramente no centro do bolo. Voltará para cima se estiver cozido. Há sempre o velho truque do palito. Espete um palito, retire e verifique se não traz massa agarrada).

Deixei o bolo arrefecer dentro da forma invertida. (Pode arranjar qualquer outra maneira. Eu coloquei três chávenas iguais e invertidas sobre uma mesa. Depois coloquei a forma virada ao contrário sobre as chávenas, de maneira a que os bordos da forma tocassem os bordos das chávenas, mas sem tocar no bolo. Não se preocupe. O bolo não cai. Peça ajuda a alguém que esteja em casa. Não se esqueça que a forma está quente. As pegas dão sempre jeito).

Em banho-maria, derreti 180 gramas de manteiga sem sal com 320 gramas de chocolate (Lindt, 70 por cento de cacau) partido em pequenos pedaços. Acrescentei 180 gramas de açúcar em pó. Juntei um pouco de leite (apenas o suficiente para obter um creme um pouco espesso. Meia dúzia de colheres de sopa).

Deixei arrefecer. Depois de frio e com a ajuda de uma faca, desenformei o bolo.

Sacudi a forma para verificar se o bolo estava solto (não o esmague. Não lhe danifique a textura). Voltei-o sobre papel de alumínio.

Com uma faca bem afiada, desenhei um pequeno sulco à volta de todo o bolo e a meia altura. Introduzi nesse sulco uma linha a toda a volta. Dei um nó simples e apertei. Fechado o nó, o bolo ficou cortado em duas partes iguais. Com cuidado, retirei a parte de cima para outro papel de alumínio.

Limpei as aparas soltas. Deitei sobre a parte que ficou no primeiro papel de alumínio cerca de 2/5 do creme do chocolate. Espalhei por todo o bolo. Em cima, coloquei a outra parte, reconstruindo o bolo. Por cima, espalhei mais creme de chocolate (cerca de 2/5), reservando uma pequena parte para revestir os lados. Espalhei com a ajuda de uma espátula de madeira que entretanto arrefecera no congelador. Revesti os lados também com a ajuda da espátula.

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publicado às 19:58

ARROZ DE PATO NO FORNO

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Limpe o pato. Encha-lhe a barriga com salsa, 1/2 limão, 1/2 laranja  e leve-o a cozer numa panela com água, sal, 1 cebola cortada aos pedaços, 4 dentes de alho com pele, 20 grãos de pimenta preta, 1/2 laranja, 1/2 limão, mais salsa, a cenoura cortada, o bacon, o chouriço, os miúdos e o vinho do Porto. Tape.

Ao fim de 20 minutos, retire o bacon e o chouriço para não ficarem muito cozidos.

Quando estiver cozido, retire o pato e os miúdos. Coe a água e reserve.

Desosse e pele o pato, não o desfie muito, deixe alguns pedaços com um tamanho razoável e cubra o fundo de um tabuleiro com eles.

Faça um refogado com 1 cebola média, 1 colher de sopa de azeite virgem e os miúdos do pato bem picadinhos. Frite nele 350 gramas de arroz e junte 900 ml da água de cozer o pato.

Depois de levantar fervura, deixe cozer durante 5 minutos e deite sobre o pato. Espalhe e alise, polvilhe com pimentão doce, cubra com o bacon e o chouriço cortados e leve a cozer em forno previamente aquecido a 200° C.  Antes de retirar, ligue o grelhador do forno para tostar mais um pouco.

Quatro pessoas comem repimpadamente. Se forem mais, acrescente arroz e água proporcionalmente. O pato aguenta.

publicado às 20:02

CARPE DIEM

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«Carpe diem, quam minimum credula postero», terá diro Horácio à sua amiga Leucóneo.

Difícil será imaginar Horácio a proferir estas palavras vendo a sua amiga Leucóneo ser consumida pelas labaredas de Pedrógão Grande.

No entanto, depois de tudo o que se disse, ouviu, escreveu e leu sobre Pedrógão, e quando ouvimos e lemos, no dia 10 de Setembro de 2018, que a dita Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande, dizendo-se «defraudada na boa gestão por parte das entidades públicas nacionais, regionais e locais», quer ter acesso a fotocópias certificadas da lista de edificações elegíveis como primeira habitação apurada no levantamento do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana; à lista complementar apresentada pela Câmara de Pedrógão e à lista final que serviu de base para os trabalhos de distribuição dos fundos, com a localização, o custo e os beneficiários explicitados. Que quer ainda ter acesso ao valor total em conta do fundo solidário mantido pelo município e aos critérios de distribuição, assim como dos fundamentos técnicos subjacentes à tomada de decisão, quais foram as entidades envolvidas, as que validaram o processo e os prazos perspetivados. E que espera «que este seja o princípio da purga e do lavar de consciência que devemos todos, sobretudo os seus responsáveis, à sociedade e às vítimas desta tragédia que parece não ter fim», Horácio só pode mesmo ter razão.

Leucóneo, tu que ardeste e te consumiste no dia 17 de Junho de 2017, em Pedrógão, «carpe diem, quam minimum crédula postero».

publicado às 09:20

COURELAS DE LORIGA, OU A DIVINA LOUCURA

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No ar predominavam os aromas da minha infância, do arroz-doce, da morcela, do queijo da serra, do leite-creme, do requeijão e da canela, e passei-me. Passei-me perdido de mim sozinho. Ausente. Presente. E, depois, foi assim.

Peguei em 1/2 requeijão de Seia e bati-o até obter um creme homogéneo. Quando dei por ela, tinha-lhe misturado 3 colheres de sopa de um doce de abóbora que costuma andar aos saltos cá por casa. Como também estavam a minha mulher e o meu filho, cortei 6 fatias de bolo negro de Loriga acabadinho de fazer – não sei como, mas estava mesmo ali em cima da bancada da cozinha – e cortei-as ao meio.

Para o lume, saltou uma frigideira com fundo antiaderente – dizem que nada se perde, tudo se transforma; vão ver que, um dia, esta frigideira ainda vai falar comigo – e, nem sei como, caíram lá dentro umas colheradas de queijo da Serra amanteigado.

É o que dá andarem coisas destas à solta na cozinha.

Com o calor, o queijo derreteu e, completamente loucas, saltaram para cima dele, uma a uma, as fatias de bolo negro.

Caiu a primeira, e besuntou-se de um lado; virou-se, e besuntou-se do outro.

Frenética – foi mesmo assim, de repente tudo ganhou vida – saltou para um prato que estava logo ali à mão.

Mal chegou ao prato, pimba. Levou com uma colher de sobremesa de doce de abóbora.

A segunda fatia entrou na frigideira, rebolou-se no queijo da Serra e, num salto, colocou-se em cima da primeira.

E a terceira imitou em tudo a primeira e, depois, saltou para outro prato que estava logo ali ao lado. A quarta, imitando a segunda, depois de besuntar-se, saltou para cima da terceira. E o mesmo se passou com a quinta e a sexta fatias de bolo, que descobriram um terceiro prato depois do segundo.

A massa do requeijão misturada com o doce de abóbora achou que tinha chegado a hora, dividiu-se em três e deitou-se em cima daquelas camas fofas que estavam mesmo a chamá-la.

E chamaram-me, a mim.

– Também tenho de fazer qualquer coisa – pensei.

Peguei num frasco que andava por ali, abri-o e o praliné de noz decidiu que estava na hora de sair.

Agora que já saboreei, sinto-me como se Loriga estivesse a passar por aqui. 

Se fossem verdes, diria que eram courelas. Courelas de Deus.

 

publicado às 09:09

A PROPÓSITO DO PROCESSO E-TOUPEIRA E DA MERDA DE CÃO

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A SAD do Benfica diz que a acusação do processo e-toupeira se baseia num conjunto de deduções tão genéricas, que, ao Ministério Público, não há moscas que o possam ajudar a provar que toda esta merda é de pomba, cavalo, lebre, cabra, vaca, porco, ou cão. Por isso, acredita que não corre o risco de que merda alguma, nem pequenina, nem retorcida, lhe caia em cima. 

publicado às 18:33

COISAS DO ARCO DA VELHA

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Depois de alargar o período de experiência para 180 dias, o PS, dizendo-se preocupado com a forma como os patrões vão usar o período experimental, diz que pretende anunciar um travão legal a esta medida de modo a evitar que o mesmo posto de trabalho seja sucessivamente ocupado por trabalhadores dispensados durante o período experimental.

Que candura! A mesma que em 1976 levou à generalização dos contratos a prazo!…

Ou, dito de outra forma, o que é preciso é «embelezar a noiva». E o creme de beleza é universal: serve para os contratos a prazo, para o período experimental ou para embelezar empresas, como a EDP. Diz Mira Amaral que, neste caso, o creme foi aplicado com rendas. Rendas de energia, e não de bilros.

Em Turim, desconhecem-se as rendas de bilros, mas são muito afamados e valorizados os bordados e as rendas da Madeira. Só de ouvirem dizer que «a velha senhora» ia investir neles, as acções da Juventus já valorizaram, só esta semana, 15%. O Clube já vale mais 130 milhões. Coisas do arco da velha, já se vê.   

publicado às 18:18

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