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abrasivo on the rocks

COINCIDÊNCIAS DO CARALHO OU CRUZES CANHOTO, T’ARRENEGO, SATANÁS

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É muito mais do que hediondo todo o processo de tráfico/adopção de crianças pela IURD, essa excrescência religiosa que se alimenta da fé e da fragilidade humana, e que a TVI tem vindo a divulgar a conta-gotas como lhe convém.

Mas não deixa de me causar uma certa perplexidade que, na semana em que a renovação do mandato da PGR foi posta em causa, se fique a saber que todo este processo se passou nas barbas de Joana Marques Vidal, facto que já levou o gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República a emitir um comunicado sem pé, sem cabeça e sem coração, como bem poderia ter dito Marcus Porcius Cato, e que deixou com ar porcino alguns dos mais acérrimos defensores da renovação do seu mandato como é evidente na facies, no porte e na voz de Assunção Cristas, Sem Pio.

publicado às 17:00

CRISTAS AO DESAFIO

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Como uma galinha doida depois de ter visto o galo vaidoso sair pela porta escancarada do galinheiro, Assunção Cristas não se cansa de bater asas e cacarejar. Desta vez decidiu desafiar o Governo a «chamar à razão» PCP e BE, que diz estarem «por detrás da teia de dificuldade» nas negociações entre trabalhadores e administração da Autoeuropa.

Imagino que o Governo deve chamar o PCP e o BE, deitá-los no colo com o rabinho ao léu virado para a Lua e dar-lhes tautau enquanto alanzoa qualquer coisa do género:

Meus meninos depravados, vamos lá acabar com esta brincadeira, deixem-se dessa luta político-partidária que arrastou a Autoeuropa para uma situação inédita. Então os meninos não sabem que os países disputam e procuram ter as melhores condições competitivas para atrair investimento? Que é muito importante para o nosso país não perdermos a Autoeuropa, que é um grande exportador, e, sobretudo, não deixar uma marca negativa de que aqui não é possível trabalhadores e administrações de empresas chegarem a acordo? Não ouvem o que diz o nosso afectuoso professor Marcelo? Que é necessário que a Autoeuropa continue a ser um exemplo não apenas de excelência e qualidade, mas também de convivência social? E que isso é não só importante para os trabalhadores da Autoeuropa mas é igualmente importante para os trabalhadores que trabalham em empresas ligadas à Autoeuropa e é importante no fundo para o clima de paz social, estabilidade e crescimento económico que se tem vivido em Portugal nestes últimos dois anos? Ora, meus meninos, portem-se bem, deixem de fazer cocó fora do penico, mantenham esta geringonça a funcionar e digam aos vossos rapazes que têm de chegar a acordo com a administração da Autoeuropa, quer ela queira, quer não.

É evidente que, para Assunção Cristas, os trabalhadores são uma cambada de carneiros que se limitam a acatar pacificamente as ordens de um qualquer pastor ou cacique que se lhes apresentem pela frente. E nem o facto de os trabalhadores já terem recusado dois pré-acordos celebrados entre a administração e a comissão de trabalhadores que elegeram (duas comissões diferentes: a última foi eleita depois da rejeição do primeiro acordo) parece ser suficiente para iluminar aquele cérebro de galinha.

De facto, os trabalhadores não são carneiros, não se limitam a seguir comissões de trabalhadores, e não querem saber de hipotéticas guerras de alecrim e manjerona entre PCP e BE quando uma administração decide pôr em causa os seus direitos, sobretudo um dos seus direitos fundamentais, direi mesmo, o direito fundamental do homem, o direito ao descanso, o direito de que só o próprio pode decidir privar-se, o direito que distingue o homem dos carneiros e de todos os outros animais, galinhas incluídas, o direito que torna o homem igual a Deus, a grande criação do homem, e que ao sétimo dia descansou para apreciar e gozar plenamente toda a obra da Sua criação.

publicado às 09:08

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