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abrasivo on the rocks

A PROPÓSITO DO PROCESSO E-TOUPEIRA E DA MERDA DE CÃO

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A SAD do Benfica diz que a acusação do processo e-toupeira se baseia num conjunto de deduções tão genéricas, que, ao Ministério Público, não há moscas que o possam ajudar a provar que toda esta merda é de pomba, cavalo, lebre, cabra, vaca, porco, ou cão. Por isso, acredita que não corre o risco de que merda alguma, nem pequenina, nem retorcida, lhe caia em cima. 

publicado às 18:33

A TOUPEIRA

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A toupeira é um animalzinho que vive no solo, em tocas e galerias. Não tem orelhas externas, ao contrário do Luís Filipe, e é total ou parcialmente cega. Mas ontem causou um rebuliço do caraças. Toupeira para aqui, justiça para acoli. Que também é cega. Esta com cegueira total, ao que parece. E surda-muda. Mas fala pelos cotovelos, quando em segredo. Uma grande trapalhada, com toda a gente a pronunciar-se sem saber do que falava. Não houve cão nem gato que não falasse dela. Só não percebi porque é que Marcelo não apareceu para a abraçar com os seus afectos, à toupeira, coitada!…

É uma injustiça… é!

publicado às 09:16

Quem me acode?

Juro, nunca jurei pela alma da minha mãezinha nem pela saúde dos meus filhos, coisa que só podia fazer no singular, pois só tenho um filho, nunca jurei, mas hoje juro, juro porque não sei o que me pode vir a acontecer, juro com todas as letras e com toda a minha convicção, apesar de a minha convicção ser a convicção de não ter convicção alguma, o carré de cordeiro comprei-o no Pingo Doce do Campo Pequeno, cheguei lá sem saber o que ia comprar, acontece-me isto muitas vezes, até porque, quando vou comprar alguma coisa, chego e não há, andei às voltas, passei pelos legumes e pela peixaria, mas foi naquele carré de cordeiro que os meus olhos pararam, ainda por cima estava em promoção, hoje só compro coisas em promoção, por que raio havia de comprar as coisas no dia em que as vendem mais caras?, os meus olhos pararam naquele carré de cordeiro e o meu estômago disse que sim, que lhe apetecia triturar um pedaço daquela carne suculenta, comprei-o sem saber o que lhe ia fazer, juntei-lhe umas cebolas e uns tomates maduros, porque sabia que não tinha em casa e podia vir a precisar, paguei, não guardei a factura, tenho o maldito hábito de não guardar estes papéis, mas o meu problema não é esse, o Pingo Doce ainda não veio e penso que nunca virá a minha casa para o regatear, acontece que quando peguei naquele carré para o cozinhar me lembrei que numa das prateleiras lá de casa andava um bloco de foie gras de ganso que o meu filho me tinha oferecido (abençoado pai que tem um filho que lhe pode oferecer foie gras) e que tinha pensado servi-lo como entrada no dia de Natal, e, aí, nesse preciso momento e instante, não foi só o estômago, foi todo o meu corpo da cabeça aos pés, todinho, sem tirar nem pôr, carré de borrego desossado e recheado com foie gras de ganso, que suprema degustação!, na altura fi-lo inocentemente, inconscientemente, foi um impulso natural, diga-se, bendito impulso!, ainda salivo só de pensar, comi e gostei e repeti até não haver mais, o molho de vinho do Porto fez dele uma iguaria sem par, mas juro, estou inocente, não sei de quê, mas estou inocente, foi apenas carré de cordeiro com recheio de foie gras, o carré paguei-o, o foie gras foi-me oferecido pelo meu filho, uma criatura inocente que mo ofereceu sem nada esperar receber em troca, foi apenas carré de cordeiro, que comprei, paguei e recheei com o bloco de foie gras que o meu filho me ofereceu, nada que se compare, por Deus!, com lavagante do Atlântico com salada fresca de espargos e palmito, canja de pombo-bravo perfumada com hortelã-pimenta, tornedó de novilho perfumado com foie gras e molho de morilles com cepes secos, vinhos, champanhe, digestivos, sobremesas, ceia e espectáculo com actores, uma alarvice de 1050 euros!, o meu carré custou-me menos de oito euros, mas, apesar disso, juro por Deus!, eu que nem acredito nele, que ninguém, mas absolutamente ninguém me pediu nada em troca, nada, até porque não tenho nada para lhes dar em troca e nem por um só momento me passa pela cabeça querer ser ministro de qualquer coisa, e, quanto a cunhas, só ouvi falar do Acuña, que joga no Sporting, e juro, acreditem ou não, que, apesar de eu ser do Sporting, a sua contratação nada teve que ver com o meu carré de borrego com recheio de foie gras.

publicado às 16:28

AO QUE ISTO CHEGOU!

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Neste fim-de-semana, Centeno é notícia não porque chegou à reunião do Eurogrupo a que preside em cuecas, a emborcar uma garrafa de Barca Velha, ou rodeado de uma corte de profissionais da dita mais velha profissão do mundo, mas, pasme-se!, porque terá solicitado ao Benfica dois bilhetes, um para ele, outro para o filho, para assistir ao jogo de futebol entre as equipas do Sport Lisboa e Benfica e do Futebol Clube do Porto, realizado no dia 1 de Abril de 2017. Dizem por aí que este pedido poderá não só chocar com o código de conduta do Governo mas também configurar recebimento indevido de vantagem, tanto mais que o Sport Lisboa e Benfica tem litígios com o fisco superiores a um milhão de euros.

Ridículo?!

Nem por isso. Ridículo é que o gabinete do ministro das Finanças tenha sentido necessidade de justificar o pedido por razões de segurança. Ridículo é que os jornalistas portugueses não tenham mais nada que fazer do que andar a questionar o primeiro-ministro sobre o assunto. Ridículo é que o primeiro-ministro tenha respondido que, «se o fez, é porque certamente tinha boas razões para o fazer». Ridículo é que ninguém tenha reparado no cartaz que Luis Filipe Vieira mandou colocar bem junto do ministro.

publicado às 16:52

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